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Grupos de risco

Como descrito anteriormente no separador FARMACOLOGIA, a efedrina é uma sustância com uma ampla diversidade de aplicações clínicas e é também muito usada popularmente como anorexigénio e estimulante do SNC. São precisamente estes usos não terapêuticos os mais preocupantes e mais passíveis de provocarem toxicidade devido a um uso crónico e descontrolado da efedrina.

Assim, os principais grupos de risco para a toxicidade por consumo de efedrina serão:

Pessoas que querem emagrecer 

Pessoas que querem emagrecer 

Desportistas

Consumidores de "herbal ecstasy"

Os desportistas, assim como as pessoas que pretendem perder peso, muitas vezes recorrem a suplementos e produtos naturais para aumentar a sua performance e obter resultados desejáveis em pouco tempo. Estes produtos muitas vezes contêm quantidades brutais de efedrina e outras substâncias anorexigénicas e, apesar de serem proibidos, existe uma fácil possibilidade de os adquirir online. Aliás, a cafeína está presente em muitos produtos que contêm alcaloides da Ephedra. Apesar dos vários relatos publicados a cerca dos efeitos adversos que incluem convulsões, acidentes vasculares e morte associados à utilização destes suplementos, continuem a ser muito promovidos e utilizados para a perda de peso e aumento do desempenho atlético. Por um lado, como a cafeína atua como antagonista competitivo dos recetores de adenosina, irá provocar uma constrição dos vasos sanguíneos, aumentando a pressão arterial. Por outro lado, a cafeína também aumenta a libertação de catecolaminas, um efeito que quando combinado com o efeito da efedrina, pode levar a um aumento da estimulação do sistema nervoso central e do sistema cardiovascular [1].

Figura1. Representação esquemática dos mecanismos farmacodinâmicos e efeitos da efedrina e da cafeína isolados e combinados. FC – frequência cardíaca; PAD – pressão arterial diastólica; RVP – resistência vascular periférica; NA – noradrenalina; AG – ácidos gordos. Adaptado de [1].

Relativamente ao “herbal ecstasy”, ele é essencialmente consumido devido ao aumento da energia, euforia e sociabilidade. A população jovem é a maior consumidora deste produto. Desta forma, como profissionais de saúde, é importante sensibilizar este grupo de risco para o uso potencialmente inseguro destes produtos, uma vez que a sua composição não é regulada. Além disso, a toma desta substância juntamente com outras drogas de abuso pode resultar em consequência potencialmente graves.

Referências bibliográficas:

[1]  Haller, Christine A., et al. "Enhanced stimulant and metabolic effects of combined ephedrine and caffeine." Clinical Pharmacology & Therapeutics 75.4 (2004): 259-273.

Trabalho  realizado no âmbito da Unidade Curricular de Toxicologia Mecanística no ano lectivo 2016/2017 do Curso de Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Este trabalho  tem a responsabilidade pedagógica e científica do  Prof. Doutor Fernando  Remião (remiao@ff.up.pt) do Laboratório de Toxicologia da FFUP.

EFEDRINA© | 2017

Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

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